Audiência Pública: O Que Esperar
A Prefeitura de João Pessoa promoveu na manhã do dia 27 de março de 2026 a primeira audiência pública referente à proposta de revisão do artigo 62 da Lei Complementar nº 166/2024, que regula a utilização e ocupação do solo (LUOS). Este encontro, que ocorreu na Estação Cabo Branco, buscou debater medidas que tornam mais restritivas as normas sobre a altura dos edifícios na Orla da cidade. A presença de diversos grupos, movimentos sociais e cidadãos foi fundamental para que o debate fosse mais abrangente e representativo.
Mudanças na Lei do Gabarito
A proposta apresentada pelo secretário de Planejamento, Ayrton Falcão, almeja adequar as regras existentes às diretrizes expostas na Recomendação nº 01/2026 do Ministério Público da Paraíba (MPPB), publicada em fevereiro deste ano. Esse documento visa a aplicação de normas que especificam limites de altura em prédios localizados numa faixa de 500 metros da Orla. A reestruturação envolve um novo entendimento sobre a linha de tangente, começando aos 12,90m e se estendendo até 35,00m após 500 metros.
A Importância da Altura dos Prédios
Durante a apresentação, Falcão ressaltou a relevância de se considerar as diferenças nas contagens que a Constituição do Estado e a Prefeitura seguem. A Constituição define que a contagem deve ser feita a partir da maré de sizígia, enquanto a nova proposta considera a primeira quadra da orla como ponto de partida. Essa alteração visa proteger mais áreas da orla marítima e reflete um compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental.

Participação da Comunidade
O procurador-geral do Município, Bruno Nóbrega, destacou que o intuito da audiência não era tomar decisões imediatas, mas sim apresentar as bases do projeto para possível aprovação na Câmara Municipal. A intenção é que representantes da sociedade civil contribuam por meio de sugestões e críticas, tornando a proposta ainda mais colaborativa e democrática.
Entidades Envolvidas no Debate
No evento, diversos órgãos, como a Câmara Municipal de João Pessoa, o Ministério Público da Paraíba, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-JP), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PB), e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), participaram ativamente da mesa de discussões. Essas entidades contribuirão com suas expertises para enriquecer o debate sobre o plano.
O Papel do Ministério Público
O MPPB, representado pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, tem a missão de supervisionar e orientar para que as novas normas sigam em consonância com os direitos dos cidadãos e com a legislação vigente. Quintans e sua equipe se reunirão com uma comissão para discutir e avaliar as diretrizes propostas antes que sejam enviadas para deliberação na Câmara.
Impactos na Cidade
As modificações nas normas de altura dos prédios têm um impacto significativo na paisagem urbana e na vida dos cidadãos. A aplicação dessas novas regras promete garantir uma melhor integração entre os edifícios e o meio ambiente, além de otimizar a qualidade de vida dos moradores e visitantes. A proteção das áreas costeiras e o planejamento urbano sustentável foram centralizados nas discussões, enfatizando a importância de um crescimento equilibrado para a cidade.
Sustentabilidade e Desenvolvimento Urbano
Um dos pilares da nova proposta é o compromisso com a sustentabilidade. A altura dos prédios deve ser revisada para prevenir a degradação ambiental e preservar a beleza da orla de João Pessoa. As autoridades se comprometeram a buscar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental, promovendo práticas que assegurem um futuro sustentável para a cidade.
Desafios da Construção Civil
No contexto das novas regulamentações, o presidente do Sinduscon-JP, Ozaes Barros Mangueira Filho, ressaltou a necessidade de levar em consideração a adaptação do setor da construção civil às novas regras. O crescimento econômico deve ser pautado pela responsabilidade ambiental, o que pode trazer desafios, porém também oportunidades de inovação e modernização no setor.
Próximos Passos para a Implementação
Após a conclusão do ciclo de debates, o projeto será encaminhado para a Câmara Municipal de João Pessoa, onde os vereadores poderão discutir a proposta e realizar audiências públicas adicionais. Além disso, será possível apresentar emendas, seja para supressão ou para adição de novas diretrizes. Todo o processo é parte de um planejamento metódico que visa garantir a transparência e o envolvimento da sociedade nas decisões sobre o desenvolvimento urbano.


