João Pessoa tem atraído brasileiros e estrangeiros interessados em morar na capital paraibana, segundo informações da Prefeitura de João Pessoa. A qualidade de vida, as oportunidades de trabalho e as condições para construir o futuro aparecem entre os fatores associados a essa procura.
No Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, a cidade registrou 67,73 pontos, a maior pontuação entre as capitais do Nordeste e a nona colocação entre as 27 capitais brasileiras. A média nacional foi de 63,40 pontos.
A população de João Pessoa aumentou aproximadamente 63,7 mil habitantes entre 2022 e 2025, de acordo com os dados citados pela prefeitura. Em declaração publicada em 27 de outubro de 2026, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, João Bosco, relacionou a atratividade da capital a fatores que vão além das belezas naturais.
A prefeitura relaciona a qualidade de vida a iniciativas de diferentes áreas, como desenvolvimento econômico, segurança urbana, assistência social e habitação. As ações incluem apoio ao trabalho e à renda, serviços de proteção social e medidas para ampliar o acesso à moradia digna.
Indicadores sociais e iniciativas de trabalho e renda
O Índice de Progresso Social (IPS) reúne 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três dimensões: necessidades básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Segundo a Prefeitura de João Pessoa, a avaliação considera aspectos como moradia, saneamento, segurança, saúde, educação, meio ambiente, direitos e acesso ao ensino superior.
Na análise do IPS, esses componentes permitem observar se serviços e condições chegam à população. O indicador de necessidades básicas abrange moradia, saneamento e segurança, enquanto saúde, educação e meio ambiente integram os fundamentos do bem-estar; direitos e acesso ao ensino superior compõem a dimensão de oportunidades.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, João Bosco, relacionou as ações sociais da prefeitura a iniciativas de microcrédito, capacitação, treinamento, geração de renda e segurança alimentar. Segundo ele, programas das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), de Desenvolvimento Social (Sedes), de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb) e de Habitação Social (Semhab) estão associados ao enfrentamento da pobreza e à melhoria da qualidade de vida em João Pessoa.
A Sedest apoia o empreendedorismo, pequenos negócios e a geração de trabalho e renda por meio de iniciativas como o microcrédito social Eu Posso. O programa oferece linhas de financiamento destinadas a microempreendedores e pequenos empresários da capital, com modalidades que consideram a atividade econômica e o uso previsto do recurso.
Segurança urbana e proteção social na capital
A Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb) desenvolve ações de prevenção, monitoramento e proteção do patrimônio público, segundo a prefeitura. Entre as iniciativas estão a atuação preventiva da Guarda Civil Metropolitana, o sistema de câmeras Smart City e o videomonitoramento de prédios públicos, escolas, creches e unidades de saúde.
A Guarda Civil Metropolitana recebeu o reforço de mais de 200 agentes, aprovados por concurso público, além de investimentos em capacitação e atuação especializada. A Semusb também mantém projetos de prevenção da violência e promoção da cidadania, como Ronda Escolar, Mediação Escolar, Guarda Mirim e Teatro de Fantoches nas Escolas.
Para pessoas em situação de vulnerabilidade que enfrentam problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas, a secretaria desenvolve o projeto Chega Junto, voltado ao acolhimento e à oferta de oportunidades de reconstrução de vida. Já a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) informou que, entre janeiro e setembro de 2026, foram distribuídas 990 mil refeições em sete cozinhas comunitárias, três restaurantes populares e sete pontos descentralizados.
Além das refeições, as cozinhas comunitárias oferecem espaços de convivência e contribuem para a qualificação profissional dos usuários, conforme a secretária Norma Gouveia. No mesmo período de referência, o Banco de Alimentos distribuiu 347 toneladas de alimentos in natura por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), nas esferas municipal e federal, e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); o Programa Pão e Leite atende mais de 9 mil famílias, com repasse mensal de R$ 70 para compras na rede local de supermercados.
Habitação social e inclusão nos empreendimentos
A Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab) atua para ampliar o acesso à moradia digna e melhorar as condições habitacionais de famílias com dificuldades socioeconômicas. Segundo a prefeitura, as ações incluem construção de unidades, recuperação de imóveis, urbanização social e alternativas para moradores de áreas de risco ou de habitações insalubres.
Entre as iniciativas está o programa Cuidar do Lar, que prevê melhorias de habitabilidade, incluindo serviços elétricos, hidráulicos e de acessibilidade. O programa Compra Assistida busca retirar famílias de áreas de risco e viabilizar a aquisição de moradia própria, com ações em locais como São José, Roger e Comunidade do S.
No Centro Histórico, as intervenções da Semhab incluem a requalificação de prédios antigos e projetos de uso misto, com moradias e espaços comerciais. A política habitacional também prevê equipamentos e serviços nos empreendimentos, entre eles Ninhos do Saber, escolas, unidades de saúde, espaços de lazer e estruturas de apoio comunitário.
A secretária de Habitação Social, Socorro Gadelha, citou o Residencial Dubai, no bairro Gramame, que reúne 416 unidades habitacionais e equipamentos destinados ao atendimento das famílias. De acordo com ela, o trabalho nos condomínios também contempla ações de cultura, arte, capacitação e geração de renda, além da construção das moradias.


